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A quem quer escrever o 1º livro

(e não sabe por onde começar...)

      Quem já não tentou pesquisar sobre um assunto na internet e obteve um milhão (ou mais) de respostas para o tema solicitado? Tal situação pode ser desanimadora para quem se defronta com tantas informações disponíveis. Com o tema `Como Escrever um Livro` não é diferente, razão pela qual decidi criar esta guia de dicas para aqueles que desejam se aventurar pelo mundo literário infantojuvenil. Não são dicas minhas. São opiniões e manifestações de especialistas e interessados no assunto, divulgadas em sites ou periódicos específicos sobre o tema. Trata-se de compilação feita a partir de consultas à internet juntando, em um só lugar, os principais passos, dicas ou mesmo `receitas de bolo` para a elaboração de um livro infantojuvenil, poupando os interessados do excessivo conteúdo disponível, que às vezes mais atrapalha que ajuda. Assim, após a leitura/análise dos sites pesquisados, seguem (na minha humilde opinião) as dicas e os links de alguns textos considerados úteis e recomendáveis como primeira leitura para os autores iniciantes. São informações breves para as quais recomendo a leitura complementar nos link elencados logo abaixo ou diretamente na fonte citada. Antes, porém, vejamos alguns conceitos importantes.


Conceitos Gerais Importantes

      Quando escrevi meus primeiros textos não tinha a menor noção de como enquadrá-los nas categorias e gêneros literários. Conto, romance, novela, crônica, narrativas em prosa, prosa de ficção, para mim tinham o mesmo significado: eram “histórias” contadas por alguém. Quando alcancei menção honrosa no primeiro concurso literário de que participei é que descobri que havia produzido um “conto” infantil. Quando da publicação do meu segundo livro, li na apresentação que se tratava de uma “novela” direcionada para o público infantojuvenil. Por que estou mencionando isto? Porque acredito que algumas pessoas não escrevem por não saber exatamente onde enquadrar seus textos dentro das teorias de criação literária. Qual seria o gênero, a categoria, a classificação, o critério tipológico (prosa ou poesia) a que pertence o seu texto escrito? Também para incentivar quem deseja escrever. Para que saibam que as classificações e tipologias não são necessariamente amarras à produção literária. Apenas escreva! É claro que é importante o conhecimento teórico sobre a literatura, afinal os gêneros e classificações literárias é que vão determinar se se trata de uma narrativa breve (conto), uma narrativa ficcional longa (romance), de uma trama ampliada da história, se envolve uma maior quantidade de personagens, a que público se destina, o formato e até mesmo a quantidade de páginas. Mas, tudo isso pode ser adquirido por meio de leituras teóricas e conhecimentos que podem ser adquiridos posteriormente. Escreva seu texto e verifique depois onde se enquadra.
     
É importante notar que cada Instituição, Prêmio ou Concurso Literário pode adotar uma classificação ou tipologia própria para definir as categorias ou gêneros de suas obras literárias:

Narrativa, Obra Literária, Gêneros e Categorias

Narrativa

Narrar é contar um fato, um episódio; (...) todas as vezes que uma história é contada (é NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO.

Mundovestibular.com.br (23/12/2013).

Criação Literária:

Produção de textos inéditos correspondentes aos gêneros lírico (poesia) ou narrativo (romance, conto, crônica... ).

Edita DLLLB/FBN/MinC nº 03/2014.

Obra literária:

Entende-se por obra literária o resultado do trabalho de criar e recriar textos, tendo em vista o exercício da eloquência, da propriedade do gênero escolhido e do grau de literalidade, a partir da linguagem escrita.

Concurso Literário - Coleção Vertentes/2013.

Gêneros Literários

O texto literário se organiza em gêneros literários (líricos, épicos, dramáticos). São divididos em dois grupos: textos em verso, textos em prosa. (...) Os textos em prosa são aqueles construídos em linha reta, organizados em frases, parágrafos, capítulos, partes etc.

www. mundoeducacao.com.br (08/10/13).

 São exemplos de gêneros literários [ou subgêneros]: teatro, poesia, contos, romance [novelas, crônicas] etc.

Prêmio Sesc/DF 2013.


Conto, Romance, Novelas, Crônicas...

O Conto

Como o próprio nome já diz, é o ato de contar uma história, ou seja, narrar, em prosa, uma pequena história com poucos personagens. Ao escrever, é necessário manter a concisão, a precisão e a profundidade. O conto não pode ser uma simples narrativa, é preciso que o final seja forte, produzindo uma euforia, uma excitação no leitor. Portanto, uma história curta e emocionante, com um final que surpreenda o leitor.

folhetimonline.com.br (03/10/2011).

Entende-se por conto, a narrativa curta de um fato fictício, com tema único, espaço e tempo limitados e com número reduzido de personagens.

Prêmio Sesc de Contos Infantis Monteiro Lobato - Edição 2016.

Conto em prosa

Entende-se por conto a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características estão: a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total. Entende-se por prosa texto que não se vale de versos, ou métrica, em sua composição. Contudo, o autor pode-se valer da mescla de gêneros para composição de sua obra, que será avaliada do mesmo jeito.

Terracota/Fantasticon-2013.

Prosas narrativas (romance, novela...)

... lança o presente Prémio para prosas narrativas sob a forma de romance ou novela, com o objetivo de...

Prêmio Literário João Gaspar Simões – 2016.

Prosa de ficção (romance, novela, conto...)

... estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia...

 Prémio Literário UCCLA - 2017

Romance

Entende-se por “ROMANCE” uma narrativa ficcional longa enquadrada em qualquer subcategoria, como: Fantasia, ficção científica, suspense, histórico, romântico entre diversas outras.

Prêmio Kindle de Literatura 2016

ROMANCE: é uma descrição longa de ações e sentimentos de personagens fictícios ou adaptados da vida real. O romance não é simplesmente uma história de amor com final feliz ou triste, mas pode ser histórico, policial, futurista, científico, entre outros subgêneros. O autor explora com profundidade os personagens principais, fazendo-os colidir em tramas, complicações e desfechos coerentes com a proposta da obra.

FURB - I Concurso Novos Talentos da Literatura 2016/17.


Diferenças entre as Categorias ou Gêneros

Crônica  versus  Conto

A Crônica (...) utiliza-se de acontecimentos diários para compor a narrativa. O Cronista acrescenta, aos fatos reais de sua narrativa, pitadas de ficção e fantasias, podendo, em certos textos, acrescentar a crítica como ponto mais alto do texto. (...) o Conto, por envolver um lado mais emocional, torna-se mais abstrato que a crônica, na qual, os fatos e críticas são a sua maior expressão. No entanto, não pense que o Conto seja pura fantasia, pois, é através dos fatos reais que o contista desenvolverá suas narrativas, mas sem estar preso a elas.

folhetimonline.com.br (23/12/2013).

`A Crônica é um gênero que existe a partir da relação com a cidade e com o leitor. Isso contamina muito positivamente a escrita do Lima (Barreto). Os Contos são próximos das crônicas e as crônicas próximas do conto. Ele (Lima) faz crônicas de maneira próxima a um diário, fala de suas impressões sobre onde morava, sobre a rua, o bairro, as pessoas.`

REZENDE, Beatriz. Voz Mestiça do Subúrbio. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão e Arte (05/08/2017).

Conto  versus  Novela ou Romance

Como o espaço de um conto é limitado (...) não há espaço para explorar as histórias de vários personagens ou mostrar como os personagens principais reagem em diferentes situações. Estabeleça uma linha de história e não se desvie da mesma. (...) Se você começar a ampliar a trama de sua história (...) você está escrevendo uma novela ou um romance.

joedelima.blogspot.com.br (23/12/2013).

Julio Cortázar (citado por Pablo Ansolabehere) estabelece as diferenças entre um conto e uma novela, com uma metáfora da luta de boxe: enquanto na novela se ganha por pontos, nos contos isso acontece por knock-out, com o qual se aponta não só a brevidade do conto como também sua contundência, a concentração e o golpe de efeito que definem sua eficácia.

Estudio del texto Los Jefes de Mario Vargas Llosa, Alfaguara, 2005.


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      O texto que segue pode ser encontrado no Blog do Alexandre Lobão. Foi adaptado de orientações de Kyanja Lee, parecerista (leitora crítica profissional), preparadora e revisora de originais.

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      Para quem procura informações sobre como escrever um livro infantil passo a passo, o site corrosiva.com.br dá algumas dicas de como escrever um livro voltado para crianças de diferentes faixas etárias.

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      No site `Como fazer tudo` são divulgadas algumas dicas de como redigir livros direcionados para as crianças.
 

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      Dez passos e dicas para escrever um livro, descritas no site `Palpite Digital`.

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      O site comoescrever.com.br/como-escrever-um-livro dá dicas preciosas para quem é marinheiro de primeira viagem e nunca escreveu um livro.

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      De acordo com o site WikiHow - Como fazer qualquer coisa, escrever uma história infantil requer imaginação viva, boa capacidade discursiva, criatividade cativante e a habilidade de se colocar no papel de criança. Siga este guia para escrever uma boa história infantil.

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      Artigos interessantes para quem acha que vai ficar rico escrevendo livros. A matéria, de Laura Barcellar, escrita no site EscrevaSeuLivro é Bastante esclarecedora sobre os direitos autorais e os percentuais que cabe aos autores iniciantes e muitas outras 'perguntas frequentes' para autores iniciantes.. 
(Click na aba à esquerda: As Editoras - Quanto vou ganhar?)

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      Fábio C. Martins, no site FolhetinOnLine, descreve a diferença entre conto e crônica e dá oito dicas para se escrever um conto.

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       Você precisa de um prólogo ou um epílogo?

Às vezes, epílogos e prólogos são partes enigmáticas de um romance que podem deixar até mesmo o autor de um livro perplexo. O que são? Eles são necessários? A resposta para a segunda pergunta é não, eles não são necessários. A inclusão de um epílogo ou prólogo ou ambos é puramente uma questão de estilo. Apesar de alguns autores os acharem úteis, a maioria dos profissionais no mundo editorial de hoje não os inclui em seus livros. Eu os uso e os acho úteis.

 Eles são pedaços extras de uma história. Em livros de mistério, um prólogo pode ser o incidente que dá início ao mistério. Eu já utilizei o epílogo para concluir um enredo secundário que seria a ponte para o próximo livro de uma série. No capítulo final do livro, após a conclusão, eu usei o epílogo como um ponto de início para a próxima história.

 Alguns autores usam um ponto de vista diferente em seus epílogos e prólogos. Eles trabalham o estilo e a voz para dar à história uma sensação de final de livro. Um prólogo pode ainda estar na voz do autor. Neste caso, ele é usado para explicar a motivação por detrás da narrativa, o que impulsionou o autor a escrever e compartilhar a história.

 Epílogos e prólogos não são para todo mundo. Se você nunca incluiu um dos dois, não se preocupe. Eles não são cruciais para a estrutura do livro. Mas, você pode descobrir, assim como eu, que eles podem ser divertidos de se escrever e, se feitos da maneira certa, podem dar à sua história aquele elemento de surpresa que você estava procurando.

 Richard Ridley, no site Amazon Kindle Direct Públishing.                                      (https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/15cfa40f2804cacd)


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