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A quem quer escrever o 1º livro

 

Se você acha que para ser escritor tem que ter um “dom” literário, que deve começar desde cedo ou que tem uma idade certa para começar a escrever, saiba que J.K.Rowling já passava dos 30 quando estreou com Harry Potter e a Pedra Filosofal; Stephenie Meyer contava 32 – e, como Rowling, já era mãe – quando apresentou ao mundo os vampiros apaixonados da série Crepúsculo. Suzanne Collins acumulava 46 anos e uma vasta experiência como roteirista de TV quando criou o mundo apocalíptico de Jogos Vorazes; e, Cora Coralina só escreveu seu primeiro livro aos 75 anos de idade. Além disso, alguns escritores são “gente com a gente” e partilham de nossas angústias e problemas rotineiros, como por exemplo Manoel de Barros, autor de mais de vinte livros, invenções verbais e de neologismos como “eu me eremito” que era tímido e tinha medo de se expor em público e, ante situações em que precisava se expor, costumava vomitar, tinha desarranjos intestinais ou simplesmente fugia do compromisso; Ana Maria Machado e Ruth Rocha “viraram” escritoras quando foram recrutadas para escrever para o público infanto-juvenil; e, o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2017, era tido como um “escritor vagaroso”, visto que publicou apenas oito livros em 35 anos de carreira. Estas e outras curiosidades estão descritas neste site na seção de “Curiosidades” e foram mencionadas aqui apenas para que você saiba que “se quiser ser um(a) escritor(a)” você também pode (yes, you can!). E, para quem precisa de um empurrãozinho ou não sabe por onde começar, seguem algumas dicas.

Por onde começar?

            Quem já não tentou pesquisar sobre um assunto na internet e obteve centenas (ou mais) de respostas para o tema solicitado? Tal situação pode ser desanimadora para quem se defronta com tantas informações disponíveis. Com o tema `Como Escrever um Livro` não é diferente, razão pela qual decidi criar esta guia de dicas para aqueles que desejam se aventurar pelo mundo literário. Alerto de antemão que não são dicas minhas, pois minha pouca experiência na área não permite que me arrisque a tanto. São opiniões e manifestações de especialistas e interessados no assunto, divulgadas em sites, livros, revistas ou periódicos específicos sobre o tema. Trata-se de compilação feita a partir de consultas para juntar, em um só lugar, os principais passos, dicas ou mesmo `receitas de bolo` para a elaboração de um livro, poupando os interessados do excessivo conteúdo disponível (que às vezes mais atrapalha que ajuda). Assim, após a leitura e análise dos textos pesquisados, seguem (na minha humilde opinião) as dicas e os links considerados úteis e recomendáveis como primeira leitura para os autores iniciantes. São informações breves para as quais recomendo a leitura complementar nos link elencados logo abaixo ou diretamente na fonte citada. Antes, porém, vejamos alguns conceitos importantes.


Conceitos Gerais Importantes

      Quando escrevi meus primeiros textos não tinha a menor noção de como enquadrá-los nas categorias, gêneros e tipificações literários. Conto, romance, novela, crônica, narrativas em prosa, prosa de ficção, para mim tinham o mesmo significado: eram “histórias” contadas por alguém. Quando alcancei menção honrosa no primeiro concurso literário de que participei é que descobri que havia produzido um “conto” infantil. Quando da publicação do meu segundo livro, li na apresentação que se tratava de uma “novela” direcionada para o público infantojuvenil... Por que estou mencionando isto? Porque acredito que algumas pessoas não escrevem por não saber exatamente onde enquadrar seus textos dentro das teorias de criação literária. Qual seria o gênero, a categoria, a classificação, o critério tipológico (prosa ou poesia) a que pertence o seu texto escrito? Também para incentivar quem deseja escrever, sem se preocupar com o emaranhado de rótulos existentes e perder o foco do que realmente importa: seu texto. Apenas escreva! É claro que é importante o conhecimento teórico sobre a literatura, afinal os gêneros e classificações literárias é que vão determinar se se trata de uma narrativa breve (conto), uma narrativa ficcional longa (romance), de uma trama ampliada da história, se envolve uma maior quantidade de personagens, a que público se destina, o formato e até mesmo a quantidade de páginas. Mas, tudo isso pode ser adquirido por meio de leituras teóricas e conhecimentos que podem ser adquiridos posteriormente. Escreva seu texto e verifique depois onde se enquadra.
     
É importante notar que cada Instituição, Editora, Prêmio ou Concurso Literário pode adotar uma classificação ou tipologia própria para definir as categorias ou gêneros de suas obras literárias. Vejamos as mais comuns:

Narrativa, Obra Literária, Gêneros e Categorias

Narrativa

Narrar é contar um fato, um episódio; (...) todas as vezes que uma história é contada (é NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO.

Mundovestibular.com.br (23/12/2013).

Criação Literária:

Produção de textos inéditos correspondentes aos gêneros lírico (poesia) ou narrativo (romance, conto, crônica... ).

Edita DLLLB/FBN/MinC nº 03/2014.

Obra literária:

Entende-se por obra literária o resultado do trabalho de criar e recriar textos, tendo em vista o exercício da eloquência, da propriedade do gênero escolhido e do grau de literalidade, a partir da linguagem escrita.

Concurso Literário - Coleção Vertentes/2013.

Gêneros Literários

O texto literário se organiza em gêneros literários (líricos, épicos, dramáticos). São divididos em dois grupos: textos em verso, textos em prosa. (...) Os textos em prosa são aqueles construídos em linha reta, organizados em frases, parágrafos, capítulos, partes etc.

www. mundoeducacao.com.br (08/10/13).

 São exemplos de gêneros literários [ou subgêneros]: teatro, poesia, contos, romance [novelas, crônicas] etc.

Prêmio Sesc/DF 2013.


Conto, Romance, Novelas, Crônicas...

O Conto

Como o próprio nome já diz, é o ato de contar uma história, ou seja, narrar, em prosa, uma pequena história com poucos personagens. Ao escrever, é necessário manter a concisão, a precisão e a profundidade. O conto não pode ser uma simples narrativa, é preciso que o final seja forte, produzindo uma euforia, uma excitação no leitor. Portanto, uma história curta e emocionante, com um final que surpreenda o leitor.

folhetimonline.com.br (03/10/2011).

Entende-se por conto, a narrativa curta de um fato fictício, com tema único, espaço e tempo limitados e com número reduzido de personagens.

Prêmio Sesc de Contos Infantis Monteiro Lobato - Edição 2016.

Conto em prosa

Entende-se por conto a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características estão: a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total. Entende-se por prosa texto que não se vale de versos, ou métrica, em sua composição. Contudo, o autor pode-se valer da mescla de gêneros para composição de sua obra, que será avaliada do mesmo jeito.

Terracota/Fantasticon-2013.

Prosas narrativas (romance, novela...)

... lança o presente Prémio para prosas narrativas sob a forma de romance ou novela, com o objetivo de...

Prêmio Literário João Gaspar Simões – 2016.

Prosa de ficção (romance, novela, conto...)

... estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia...

 Prémio Literário UCCLA - 2017

Romance

Entende-se por “ROMANCE” uma narrativa ficcional longa enquadrada em qualquer subcategoria, como: Fantasia, ficção científica, suspense, histórico, romântico entre diversas outras.

Prêmio Kindle de Literatura 2016

ROMANCE: é uma descrição longa de ações e sentimentos de personagens fictícios ou adaptados da vida real. O romance não é simplesmente uma história de amor com final feliz ou triste, mas pode ser histórico, policial, futurista, científico, entre outros subgêneros. O autor explora com profundidade os personagens principais, fazendo-os colidir em tramas, complicações e desfechos coerentes com a proposta da obra.

FURB - I Concurso Novos Talentos da Literatura 2016/17.


Diferenças entre as Categorias ou Gêneros

Crônica  versus  Conto

A Crônica (...) utiliza-se de acontecimentos diários para compor a narrativa. O Cronista acrescenta, aos fatos reais de sua narrativa, pitadas de ficção e fantasias, podendo, em certos textos, acrescentar a crítica como ponto mais alto do texto. (...) o Conto, por envolver um lado mais emocional, torna-se mais abstrato que a crônica, na qual, os fatos e críticas são a sua maior expressão. No entanto, não pense que o Conto seja pura fantasia, pois, é através dos fatos reais que o contista desenvolverá suas narrativas, mas sem estar preso a elas.

folhetimonline.com.br (23/12/2013).

`A Crônica é um gênero que existe a partir da relação com a cidade e com o leitor. Isso contamina muito positivamente a escrita do Lima (Barreto). Os Contos são próximos das crônicas e as crônicas próximas do conto. Ele (Lima) faz crônicas de maneira próxima a um diário, fala de suas impressões sobre onde morava, sobre a rua, o bairro, as pessoas.`

REZENDE, Beatriz. Voz Mestiça do Subúrbio. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão e Arte (05/08/2017).

Conto  versus  Novela ou Romance

Como o espaço de um conto é limitado (...) não há espaço para explorar as histórias de vários personagens ou mostrar como os personagens principais reagem em diferentes situações. Estabeleça uma linha de história e não se desvie da mesma. (...) Se você começar a ampliar a trama de sua história (...) você está escrevendo uma novela ou um romance.

joedelima.blogspot.com.br (23/12/2013).

Julio Cortázar (citado por Pablo Ansolabehere) estabelece as diferenças entre um conto e uma novela, com uma metáfora da luta de boxe: enquanto na novela se ganha por pontos, nos contos isso acontece por knock-out, com o qual se aponta não só a brevidade do conto como também sua contundência, a concentração e o golpe de efeito que definem sua eficácia.

Estudio del texto Los Jefes de Mario Vargas Llosa, Alfaguara, 2005.


 
      O texto que segue pode ser encontrado no Blog do Alexandre Lobão. Foi adaptado de orientações de Kyanja Lee, parecerista (leitora crítica profissional), preparadora e revisora de originais.

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Como escrever um livro infantil?
 
      Para quem procura informações sobre como escrever um livro infantil passo a passo, o site corrosiva.com.br dá algumas dicas de como escrever um livro voltado para crianças de diferentes faixas etárias.

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      No site `Como fazer tudo` são divulgadas algumas dicas de como redigir livros direcionados para as crianças.
 

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      Dez passos e dicas para escrever um livro, descritas no site `Palpite Digital`.

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      O site comoescrever.com.br/como-escrever-um-livro dá dicas preciosas para quem é marinheiro de primeira viagem e nunca escreveu um livro.

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      De acordo com o site WikiHow - Como fazer qualquer coisa, escrever uma história infantil requer imaginação viva, boa capacidade discursiva, criatividade cativante e a habilidade de se colocar no papel de criança. Siga este guia para escrever uma boa história infantil.

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      Artigos interessantes para quem acha que vai ficar rico escrevendo livros. A matéria, de Laura Barcellar, escrita no site EscrevaSeuLivro é Bastante esclarecedora sobre os direitos autorais e os percentuais que cabe aos autores iniciantes e muitas outras `perguntas frequentes` para autores iniciantes.. 
(Click na aba à esquerda: As Editoras - Quanto vou ganhar?)

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      O site A Taverna disponibiliza um guia com várias orientações para as pessoas que estão pretendendo aventurar-se pelo mundo literário.



Entendendo o que vem antes ou depois do texto

Prefácio

Prefácio
é um texto preliminar de apresentação, geralmente breve, escrito pelo autor ou por outrem, colocado no começo do livro, com explicações sobre seu conteúdo, objetivos ou sobre a pessoa do autor. Nesse sentido, é importante que o redator do prefácio apresente, de forma sucinta, o conteúdo do livro, seu formato (se são capítulos, ensaios, contos), seus temas principais e paralelos.

`O Prefácio é um recurso que serve como um esclarecimento, justificativa, comentário ou apresentação do texto. Pode ser escrito pelo(a) autor(a) do texto, mas é desejável que outra pessoa o faça. Geralmente convida-se uma pessoa próxima e de preferência com notório saber sobre o tema do livro. Esse recurso fortalece a imagem das relações do autor e agrega um conhecimento prévio sobre a obra através de uma pessoa que já realizou a leitura e que o apresenta ao leitor.
Utilização: O prefácio deve ser tratado como se fosse um capítulo do livro só que antes de iniciar o texto. Percebam que o prefácio vem antes do sumário, justamente para evitar qualquer interpretação ou entendimento que ele faça parte do livro. Atenção, nunca esqueça de citar o autor do prefácio caso seja uma pessoa convidada.

http://www.liro.com.br/blog/publicando-no-liro/entendendo-a-estrutura-do-livro-o-que-vem-antes-do-texto/.



Prólogo/Epílogo
Você precisa de um prólogo ou um epílogo?

Às vezes, epílogos e prólogos são partes enigmáticas de um romance que podem deixar até mesmo o autor de um livro perplexo. O que são? Eles são necessários? A resposta para a segunda pergunta é não, eles não são necessários. A inclusão de um epílogo ou prólogo ou ambos é puramente uma questão de estilo. Apesar de alguns autores os acharem úteis, a maioria dos profissionais no mundo editorial de hoje não os inclui em seus livros. Eu os uso e os acho úteis.

 Eles são pedaços extras de uma história. Em livros de mistério, um prólogo pode ser o incidente que dá início ao mistério. Eu já utilizei o epílogo para concluir um enredo secundário que seria a ponte para o próximo livro de uma série. No capítulo final do livro, após a conclusão, eu usei o epílogo como um ponto de início para a próxima história.

 Alguns autores usam um ponto de vista diferente em seus epílogos e prólogos. Eles trabalham o estilo e a voz para dar à história uma sensação de final de livro. Um prólogo pode ainda estar na voz do autor. Neste caso, ele é usado para explicar a motivação por detrás da narrativa, o que impulsionou o autor a escrever e compartilhar a história.

 Epílogos e prólogos não são para todo mundo. Se você nunca incluiu um dos dois, não se preocupe. Eles não são cruciais para a estrutura do livro. Mas, você pode descobrir, assim como eu, que eles podem ser divertidos de se escrever e, se feitos da maneira certa, podem dar à sua história aquele elemento de surpresa que você estava procurando.

 Richard Ridley, no site Amazon Kindle Direct Públishing.                                      (https://mail.google.com/mail/u/0/?tab=wm#inbox/15cfa40f2804cacd)


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