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Sempre que possível, estarei disponibilizando aqui novos textos e curiosidades sobre grandes nomes da literatura.
A intenção é demonstrar que muitos dos autores que consideramos mitos, são pessoas 'normais'´, tímidas, que começaram a escrever  quando já tinha mais de quarenta anos ou que nem sequer pensavam em ser escritores...
Aguarde novidades!
 
Att.
Francisco Hélio de Sousa.

Autores que são ou foram servidores públicos:

Franz Kafka (Obras: Metamorfose; O processo, Cartas ao Pai... )

Durante muitos anos (1908-1922), Kafka trabalhou como funcionário público na companhia de seguros Arbeiter-Unfall-Versicherungsanstalt, em Praga (atual capital da República Tcheca), onde exerceu funções relacionadas à estatística, advocacia e elaboração de documentos técnicos.

                     Kafka, Franz, O Processo – Porto Alegre, RS: L&PM, 2012 (Prefácio de M. Backes).


Guimarães Rosa (obras: Grande Sertão: Veredas, Sagarana...)

Contista, novelista, romancista e diplomata, o mineiro Guimarães Rosa formou-se em medicina aos 22 anos e viajou muito pelos sertões de Minas Gerais, ouvindo histórias e anotando em uma famosa caderneta aspectos da vida sertaneja, com a meticulosidade de um cientista.

Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão e Arte, 23/08/2014, p. 1.


Lima Barreto (obras: Triste fim de Policarpo Quaresma...)

Negro, alcoólatra, funcionário público que ocupava um cargo irrelevante, morador do subúrbio e caminhante compulsivo, Lima Barreto registrou com agudeza e cumplicidade o cotidiano das pessoas desimportantes que moravam nos bairros periféricos… Em suma, descreveu a batalha diária dos pobres pelo pão..

Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão e Arte, 30/12/2017, p. 3.


Autores que começaram a escrever depois dos 40 anos

Lyman Frank Baum (Obras: O Mágico de Oz...)

Quem pensou nessa confusão toda de mágicos, leões falantes e bruxas que derretem foi o autor americano Lyman Frank Baum (1856-1919). Ele já tinha trabalhado como editor de jornal, ator, autor de peças de teatro e até vendedor e, quando tinha um tempinho, contava histórias para fazer a alegria de seus quatro filhos. Baum só começou a escrever mesmo em 1896, aos 40 anos e, em 1900, publicou O Mágico de Oz. Hoje L. Frank Baum é considerado o maior autor americano de fantasia para crianças.

SÁ, Ana. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Super, 04out2014, p. 6/7.

 

Evandro Afonso Ferreira (Obras: os piores dias da minha vida são todos; Minha mãe se matou sem dizer adeus; e O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam...)

Ganhador do Prêmio APCA 2012 e do Jabuti 2013, o mineiro de Araxá, radicado em São Paulo, estreou na literatura após os 40 anos, quando abandonou a carreira de redator e publicitário. Autor de obras originais, que privilegiam a pesquisa da linguagem e uma prosa de atmosfera com requintes metalinguísticos, Evandro criou uma matriz literária peculiar, guiada pelo desejo de driblar inquietudes. O resultado são obras tecidas ora pelo minimalismo dos contos ora pela construção refinada dos romances. Por essa mistura e preocupação estilística, Millôr Fernandes deu a ele o título de “o vivicador das palavras”.

AQUINO, V. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão&Arte, 15nov2014, p. 5.

 

P.D. James (1920-2014), escritora inglesa de obras policiais consideradas a “rainha do crime” (escreveu dezoito livros, alguns levados ao cinema e à TV).

Philis Dorothy James, inglesa de Oxford, só estrearia como ficcionista aos 42 anos. Frequentemente comparada a outras autoras consagradas do gênero, como Agatha Christie, P.D James venceu alguns dos principais prêmios destinados a romances policiais, como o Cartier Diamond Dagger. Em 1991, recebeu o título de baronesa e, em 2008, entrou para o International Crime Writing Hall of Fame. O livro de estreia, O Enigma de Sally, só foi lançado em 1962, quando tinha 42 anos.

VEJA, Editora Abril, Caderno Panorama: Datas, 03dez2014, p. 46.


Cora Coralina (obras: Todas as vidas…)

Cora Coralina, nome adotado por Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na Cidade de Goiás, em 20/08/1889. A poetisa e contista ficou famosa por retratar nos escritos que produzia a simplicidade do cotidiano dela. Publicou o primeiro livro só aos 75 anos. Desde então, teve nove obras editadas, sendo quatro delas póstumas, e chegou a receber dois prêmios: o literário Juca Pato e a Ordem do Mérito Cultural. A poetisa morreu em Goiânia, em 10/04/1985, aos 95 anos, vítima de uma pneumonia.

EUFRÁSIO, J. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Cidades, 07jan2017, p. 20/21.


Sobre grandes autores acidentais

Ana Maria Machado (Obras: Menina bonita do laço de fita...)

Perguntada sobre quando decidiu que seria escritora, a primeira autora infanto-juvenil eleita imortal pela Academia Brasileira de Letras respondeu que “nunca decidiu”. Era jornalista e professora de literatura. Então, escrevia e vivia entre livros. Um dia, quando estava começando seu doutorado e dando aulas na UFRJ, a Editora Abril a procurou, explicando que ia fazer uma revista nova para crianças, a Recreio, e estava procurando autores que jamais tivessem escrito para essa faixa estaria, para evitar vícios de linguagem. “Tentei, deu certo, os leitores gostaram. Em pouco tempo, quando as histórias eram minhas ou da Ruth Rocha (outra recrutada da mesma forma) vendia cinco vezes mais que a média. Então sempre nos pediam mais histórias, e nós duas viramos escritoras.

SÁ, Ana. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Super, 19nov2016, p. 4/5.


Timidez e medo de se expor em público

Manoel de Barros (1917-2014): (Obras: poesias que escrevia com lápis e, em seguida, datilografava os poemas na máquina)

Poeta mato-grossense que gostava de invenções verbais e neologismos como “eu me eremito”, Manoel de Barros lançou mais de vinte livros. Nos anos 1940, durante o governo de Getúlio Vargas, morou no Rio de Janeiro. A belíssima Clarice Lispector era a sua musa. Mas ele tinha um concorrente de peso, o romancista e cronista Fernando Sabino. Os dois jovens disputavam a atenção da escritora com longas cartas de amor. (...) Mesmo assim, Manoel nunca teve coragem de se aproximar da deusa ucraniana/pernambucana, pois era muito tímido. A timidez impediu, também, o encontro entre dois Manés essenciais da poesia brasileira moderna: Manoel de Barros e Manuel Bandeira. Ante situações que precisava se expor em público, Barros costumava vomitar, tinha desarranjos intestinais ou simplesmente fugia do compromisso.

FRANCISCO, S. Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão&Arte, 15nov2014, p. 3.



O mito da quantidade de livros escritos para alcançar o sucesso

Kazuo Ishiguro (obras: O Gigante Enterrado; Não Me Abandone Jamais...)

Britânico nascido no Japão, foi laureado com o Nobel de Literatura de 2017. Romancista com um apuro bastante convencional de estilo, Ishiguro, 62 anos (…) é, no geral, um escritor vagaroso: publicou apenas oito livros em 35 anos de carreira..

VEJA, Ed. Abril, ed. 2551, ano 51, n. 41 - Cad. Literatura, pág. 73, 11out2017.



Quanto tempo leva para se escrever um livro

Ariano Suassuna (obras: O auto da compadecida...)

Ariano Suassuna escreveu e reescreveu O Romance de Dom Pantero por mais de três décadas. Considerada a obra de uma vida, O Romance de D.Pantero no palco dos pecadores chega para coroar a obra de um dos escritores e dramaturgos mais importantes de nosso tempo. Ele escreveu a obra ao longo de 33 anos (de 1981 até 2014, ano de sua morte) e mostrou nela sua vontade de realçar a cultura popular por meio das páginas. O manuscrito inédito estava guardado no escritório do autor paraibano e foi localizado por sua família, que reuniu a obra e cuidou da publicação..

Correio Braziliense, Brasília, Cad. Diversão e Arte, 30/12/2017, Capa.


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